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A história do PRP funde-se a própria história do nosso País. No início do Século XIX a monarquia era sistema ideal de governo. Sessenta anos depois, entretanto, seus argumentos pareciam estar esquecidos.
O trono já não contava com o apoio do grupo de elite. Alguns dos idealistas que acreditaram e lutaram por uma nova forma de governo, a República, formaram o Partido Republicano, dentre eles podemos destacar: Campos Sales, Prudente de Moraes, Francisco Glicério, Quintino Bocaiúva, Júlio de Castilho, Rodrigues Alves, Bernardinho de Campos, Marechal Floriano, Benjamim Constant e outros.
Em 1870, no Rio de Janeiro, foi lançado o jornal "A República", marco importante de um processo de amadurecimento nas fileiras dos liberais radicais, que vinham já há algum tempo, posicionando-se na luta contra os governos conservadores, em franco questionamento quanto a monarquia.
Nas páginas do 1º número do jornal "A República" estampava-se o Manifesto Republicano, pois o novo período definia-se como a voz de um partido que se alça para falar ao País.
Os ideais e as idéias do manifesto, impregnados em defesa das liberdades de consciência, imprensa, associação e ensino, atacavam a falta de igualdade social e de oportunidade, os privilégios e a escravidão e propunham uma constituinte.
Tendo-se desencadeado um processo de intensas discussões, a opinião pública começou a perceber que o documento trazia definitivamente a ruptura com o regime monárquico, as manifestações de apoio eclodiam nos principais centros do País, os clubes radicais passaram a intitular-se Republicanos em todo o Brasil.
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